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ALPHA (ALPHA) Roteiro: Jefrey
Bell No Bras Diretor:
Peter Markle 6x16 Exibição USA: 28/03/9
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Karin Berquist, amiga de Mulder, chama-o pela Internet para que ele até Topanga, Califórnia, investigar mortes aparentemente provocadas por um animal desconhecido.
Ao chegar lá, Mulder e Scully descobrem que um estranho cachorro fugiu do quebra-mar, matando dois marinheiros.
Depois de várias mortes, Mulder revela que o cão é um lobisomem, e que durante o dia é um homem chamado Dr. Detweiler.
A amiga de Mulder enfrenta o lobisomem.
Ela o mata, mas também morre.
Cena 1
Mulder e Scully entram na casa um tanto estranha e muito escura de uma mulher que é dona de um canil, e a qual Mulder diz ter conhecido.
Após entrarem, ele coloca as mãos sobre Scully.
"- Essa não é um especialista em anfíbios?" - pergunta Scully.
"- Karin Backers. Ela sabe mais sobre o comportamento de canídeos do que qualquer pessoa. - responde Mulder - Ela já conviveu com canídeos selvagens, lobos..."
Scully cruza os braços.
"- Como sabe tanto sobre ela se não sabe como ela é?"
"- Na verdade eu nunca a conheci!"
Scully observa na estante ali exposta, que a mulher escrevera um livro cujo título é "Melhor Do Que Os Seres Humanos".
Continua andando pela sala e vê um poster, que lhe é bastante familiar preso à parede. Dirige a luz de um abajur sobre ele e lê:
EU QUERO ACREDITAR.
Ela dá uma significativa olhada para Mulder.
"- Parece que ela fez contato com você..." - diz, com um meio sorriso.
Mulder abaixa a cabeça, sem ter palavras para argumentar.
A mulher entra na sala.
Karin os recebe friamente e somente lhes dá restritas explicações ao que Mulder e Scully lhe perguntam, saindo logo do local, deixando-os a sós.
Scully olha Mulder com um ar um tanto zombeteiro.
"- Mulder... é sua amiga?"
"- Amizade de computador!" - ele explica.
"- Ah... computador!" - retruca Scully, parecendo não acreditar muito e ao mesmo tempo censurando-o
Cena 2
Mulder, Scully e Karin examinam no computador algo sobre os canídeos.
Mulder parece estar nervoso, com as pontas dos dedos à boca, acompanhando bem próximo de Karin, o que aparece na tela.
Ele coloca sua mão sobre os dedos de Karin, que está manuseando o mouse, ajudando-a na pesquisa, para verificar as imagens sobre as espécies de cães que estão surgindo na tela do computador.
Os olhos de Scully companham, atentamente, a cena do toque de mãos, mantendo os lábios contraídos.
Dirige o olhar para Mulder e em seguida para Karin.
Mulder está agora com a mão no queixo, observando detidamente as imagens na tela.
Dentre inúmeras explicações sobre os canídeos, Karin conclui, com sua voz pausada.
"- Talvez haja uma base para uma realidade parecer mito."
"- Disso eu tenho certeza!" - comenta Scully, pronunciando as palavras lentamente.
Ela está com um ar de intolerância. Levanta-se e sai.
Mulder leva a mão à testa, abaixando a cabeça.
Talvez reprovando a atitude de sua parceira, que não está aceitando tanta amizade entre ele e Karin.
Cena 3
Quando Mulder entra no carro, Scully já o está esperando.
Ele a nota muito quieta e calada:
"- Tudo bem, Scully?"
"- Conhece bem essa mulher, Mulder?" - pergunta-lhe de chofre.
"- O melhor que se pode conhecer pela Internet. Só conversa."
"- Eu questiono seus motivos."
"- Está me sugerindo que esse caso foi só uma forma de me trazer até aqui?"
"- Huum..."
"- Fico feliz, mas não! - rebate ele - Eu não conheço essa mulher, mas não há a menor possibilidade de ela ter alguma coisa a ver com as mortes!"
Scully o fita, com ar decidido, jogando para fora o que lhe está maltratando:
"- Ela está apaixonada por você. - fita-o ainda - Nunca substime uma mulher. Elas podem ser trapaceiras."
Cena 4
Scully conversa com Karin sem a presença de Mulder no momento.
"- Sempre me senti mais como um lobo do que como pessoa." - confessa a mulher.
"- Mas não com Mulder!" - retruca Scully, olhando-a fixamente.
Karin sente-se perturbada com o olhar da outra sobre si e as palavras que lhe causam certo impacto.
"- Você descobriu uma pessoa com quem podia se comunicar. Uma pessoa que a desafiou... mas não foi o suficiente. Precisou trazê-lo até aqui!" - diz Scully, com convicção.
"- Me faltam os seus artifícios femininos." - queixa-se Karin.
Cena 5
Mulder chega ao hospital e Scully está sentada em um banco do corredor e logo levanta-se ao vê-lo
"- É melhor descansar! - ele diz - Podemos ficar aqui a noite toda."
"- Como assim?"
E após ele explicar que o homem suspeito das mortes vai transformar-se em lobo por causa de uma maldição, Scully, com seu costumeiro ar céptico, cruza os braços para ouvi-lo.
Mulder conclui todas as informações que conseguira obter e diz:
"- Karin Berquist confirmou."
Scully, ainda com os braços cruzados e de pé diz:
"- Mulder, a única coisa em que ela está interessada é em você!"
Ele sorri, complacente.
"- Está se enganando se pensa que ela não manipulou essa situação toda por interesse próprio!" - conclui Scully.
Mulder aponta o banco, insinuando que ela deve sentar-se também.
Pega um jornal para ler.
Scully faz menção de sentar-no banco, porem antes puxa das mãos dele o jornal.
Joga-se no banco, contrafeita, e começa a folhear o jornal.
Cena 6
Passaram algum tempo no hospital.
Mulder, sentado no banco do carredor ao lado de Scully, olha-a e nota que ela está com a cabeça reclinada para trás e dorme.
Ele levanta-se e toca, levemente, o jornal em sua face.
Scully desperta.
Cena 7
Mulder, já no escritório do FBI, está à mesa, com a cabeça entre as mãos.
Em seu interior sente-se frustrado por não poder ter impedido o suicídio de Karin, que havia entregue-se totalmente à fúria do homem-lobo assassino.
Scully abre a porta e dali mesmo diz a ele:
"- Vá pra casa."
"- Daqui a pouco." - ele esfrega os olhos.
Scully entra, dirige-se a ele:
"- Você está cansado..."
"- Eu acho que acreditei... muito depressa nela. - ainda esfrega os olhos - Estou achando que é minha culpa, também..."
Scully encosta-se à mesa, braços cruzados:
"- Por que não acreditaria?"
"- Eu mal a conhecia!"
"- Ela tinha muitos segredos. Acho que ela vivia dos seus instintos... avaliava as pessoas com muita rapidez e acho que..."
Mulder lança olhares fugazes para Scully, enquanto ela continua a falar.
"- ... tinha muita afinidade com você, Mulder. Talvez não tenha conseguido expressar isso."
Olham-se compreensivamente.
"- O que ela fez foi a mais alta forma de cumprimento." - fala, ainda Scully.
Mulder suspira, entristecido, ouvindo-a falar.
"- Vai ficar bem?" - ela quer saber.
"- Vou."
Scully fita-o e esboça um meio sorriso.
"- Ah... - entrega a ele um grande canudo de papel - ... é pra você."
Mulder olha intrigado para o papel e desenrola-o
Havia sido enviado por Karin Berquist.
É o poster I WANT TO BELIEVE.
Mulder o prende de volta, na parede.