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RESISTA AO
FUTURO (FIGHT THE
FUTURE) ARQUIVO-X - O FILME (THE X-FILES) Roteiro: Chris Carter (História de
Chris Carter e Frank Spotnitz) Diretor: Rob Bowman Estréia nos
EUA: 19/06/98 |
RESUMO:
No início do filme, nos tempos pré-históricos, o espectador
vê um contato de seres humanos
com um alienígena.
O alienígena é morto, mas um óleo negro sai do corpo da
criatura, entrando no corpo de um dos
homens e dominando-o
Passando para o tempo atual, um menino descobre a caverna e é atacado pelo óleo, mas agora,
ao invés de dominar,
ele mata, encubando
um alienígena no hospedeiro, que vira
um casulo. Enquanto isso, Mulder e Scully,
com
o fechamento dos Arquivos-X, foram transferidos para
uma divisão anti-terrorista.
Mesmo afastados dos Arquivos, eles conseguem pistas que levam à descoberta
da existência de um plano de ocupação a
alienígena na Terra e que
o trabalho do Sindicato é preparar o terreno para eles.
O filme pode ser considerado mais um episódios da
série, mas
de qualquer maneira, é um episódio que não deve ser perdido.
Entre as atrações está um quase-beijo entre Mulder e
Scully, uma
bela amostra do quão forte é a parceria
dos dois, a morte
do Homem das Unhas Bem Feitas e a reabertura dos
Arquivos-X.
Cena 1
Scully chega até onde Skinner e Mulder estão conversando, no corredor do FBI, aguardando para serem chamados à sala de
audiências.
Skinner sai neste momento.
Scully aproxima-se de Mulder.
Este fala:
"- Não importa o que disse. Não precisa me proteger!"
" - Só disse a verdade!" - diz Scully.
"- Querem nos separar e não podemos deixar!"
"- Já nos separaram. Vão nos dividir, Mulder!!" - ela conta, com ar contristado.
"- Como?! Do que está falando?"
"- Voltarei depois de amanhã para uma nova
designação."
"- Mas eles nos colocaram juntos!" - protesta Mulder.
"- Para que eu invalidasse suas investigações, mas... agora é algo mais sério."
"- Fizeram isso por minha causa!" - queixa-se ele.
"- Não são eles! -
ela explica; faz uma pausa -
Deixei a medicina porque achei que poderia ajudar no FBI, mas
não foi como pensei...
se me transferirem para Omaha, Cleveland ou qualquer escritório, isso já não interessa mais como
antes. Não, depois do que testemunhei."
Mulder a fita, sem acreditar no que está ouvindo:
"- Vai se demitir?"
"- Deveria se perguntar se ainda quer
isto..." - retruca
Scully.
Skinner
aparece, abrindo
a porta.
"- Agente Mulder, sua vez!" - ele chama.
Scully continua fitando Mulder.
"- Sinto muito." - ela fala, baixando o olhar.
Mulder se afasta na direção onde se encontra Skinner.
Scully o chama.
Mulder retorna alguns passos.
Ela apanha o paletó que estava sobre o banco e o
entrega a Mulder.
"- Boa sorte." - diz ela.
Mulder sai, vestindo o paletó, dirigindo-se à sala de audiências.
Cena 2
Scully está em sua cama, olhos abertos no escuro, sem conseguir conciliar o sono.
Em dado momento ouve as conhecidas batidas de Mulder
na porta. Vai abrir.
Ele entra:
"- Acordei você. Não foi?"
"- Não."
"- Por que? São três da manhã!!"
"- Está bêbado, Mulder?"
"- Estava, há vinte minutos."
"- Antes ou depois de vir aqui?"
"- Que quer dizer?"
"- Vá embora, Mulder." - ela pede.
"- Não. Vista-se."
"- É tarde." - ela replica.
"- Não, vista-se." - pede,
insistente com os olhos perscrutantes fixos
nela.
"- O que vai fazer?"
"- Explicarei no caminho."
Mulder a fita, tentando fazer-se compreender.
Entre os dois um sentimento de profundo afeto e
companheirismo transparece.
Cena 3
No Sindicato, os homens decidem entre si de que
teriam que matar Mulder, para que
pudessem prosseguir em seus planos,
mas que matá-lo resultaria numa cruzada.
Um deles dá seu parecer de que eles "têm que dar um fim na pessoa
que Mulder mais valoriza e que sem ela não pode viver:
Scully."
Cena 4
No vasto milharal em que Mulder e Scully chegam, descobrem umas
construções em formato de esferas gigantes.
Eles
investigam e descobrem que ali há uma grande criação de abelhas.
Apavorados, fugindo dos insetos, Mulder segura a mão de Scully para correrem.
Scully pára a corrida por não estar enxergando, devido ao enxame de
abelhas estar sobre ela.
Mulder volta para segurá-la e poderem prosseguir sua
fuga, deixando
o local.
Já do lado fora vêem que uma luz os persegue. É um helicóptero.
Correm através do milharal; Mulder na frente e ela o seguindo.
O vento forte causado pelas pás do helicóptero quase
levam Scully, que
tanta se proteger. Ela perde-se de
Mulder.
Ele não a vendo por perto, grita,
ansioso:
"- Fale comigo, Scully! Scully!
- reclama em seguida -
Droga! Scully!"
"- Mulder!" -
ela o ouviu e grita também.
"- Scully! -
continua - Está me ouvindo?"
O forte ruído das pás do helicóptero continua e ele faz vôos rasantes
sobre o milharal.
"- Scully, fale comigo!" - grita,
apavorado.
Repentinamente Mulder respira
aliviado.
Finalmente a avista ali próximo.
Ele a toca no ombro, dando sinal para continuarem sua
corrida.
E a segura para sairem logo
do local.
Cena 5
Apartamento de Mulder.
Mulder está consultando um velho álbum de fotografias, vendo que o homem
que encontrara-se com ele era realmente
amigo de seu pai, já
que está numa foto com ele, tirada há
muitos anos atrás.
Scully entra sem bater. Seu rosto está abatido, denotando grande tensão.
"- O que foi?" - quer saber Mulder ao vê-la
entrar.
"- Salt Lake City, Utah. Transferência imediata." - informa ela.
Mulder volta-se, revoltado, não querendo aceitar.
"- Entreguei minha carta de demissão." - completa Scully.
"- Não pode desistir agora!" - fala, sem olhar para ela.
"- Posso, Mulder. Pensei em contar-lhe pessoalmente..."
"- Estamos a um passo de descobrir algo!"
"- Você
está a um passo, Mulder. Não faça issso
comigo!"
Mulder levanta-se, joga o álbum que tinha às mãos para o
lado:
"- Depois de tudo que viu, vai abandonar tudo?"
"- Vou. Abandonei. Acabou."
"- Preciso de você nisso...!" - pede.
"- Não precisa de mim. Nunca precisou. Só atrapalhei você! - ela
diz, tristemente.
Cessam de falar.
Somente fitando-se,
intensamente.
Scully volta-se para sair.
"- Tenho que ir." - avisa.
Mulder, após alguns segundos de
indecisão, a segue pelo corredor.
"- Se diz isso para ter a consciência limpa, tudo bem, mas está errada!" - vai falando, enquanto caminha, acompanhando
seus passos.
Alcança-a e chega até ela.
Scully, por sua vez, pára e diz:
"- Por que me designaram para trabalhar com
você? Para desmascarar seu trabalho! Detê-lo!
Acabar com você!" -
fala Scully,
abatida.
"- Mas você me salvou. Foi difícil e frustrante às
vezes... mas ciência e racionalidade me
salvaram inúmeras vezes!
Você me manteve honesto. Você me fez ser alguém....! Eu lhe devo tudo! Você não me deve nada! - faz uma pausa -
Não sei se quero continur
sozinho..."
Calam-se.
Ele continua olhando-a com imensa ternura.
"- Nem sei se posso..." - ele termina, num murmúrio.
Scully está prestes a chorar. Seus olhos azuis estão repletos de lágrimas.
"- Se desistir agora, eles vencem." - conclui Mulder.
Scully o fita intensamente nos olhos, desliza o olhar
meigo pelo peito dele e joga-se em seus braços.
Ele a abraça, carinhoso.
Scully pousa a cabeça em seu ombro. Em seguida toma a cabeça dele entre suas mãos e
beija-o na testa com amor,
segurando-o pela nuca.
Mulder, por sua vez, toma o rosto de Scully entre suas mãos e a
fita, amorosamente.
Scully esboça um sorriso triste, que representa perda e saudade. Sente desejo de chorar.
Mulder aproxima seu rosto para beijá-la e já quase
está pousando os lábios nos dela, que espera, com a boca entreaberta.
"- Nossa!" -
ela interrompe o impulso amoroso dele,
virando o rosto para o lado.
"- Desculpe." - ele pede, julgando a estar importunando por não poder
conter sua emoção e desejo de beijá-la.
"- Algo me picou." - ela explica, levando a mão à nuca, e traz entre os dedos, ainda vivo,
o inseto que a picara: uma
abelha; a responsável
pelo seu susto e a interrupção de um momento de amor com Mulder.
Mulder examina-lhe a nuca. Passa a mão sobre o local. Afaga-a, penalizado.
"- Deve ter ficado na blusa." - abraça-a, tristonho com o acontecido.
"- Tem algo errado. -
queixa-se Scully, já
ofegante - Estou com
uma dor lancinante..."
Ele abaixa-se até sua altura para ver seu rosto.
"- O que?" - quer saber.
"- No peito... -
ela queixa-se fracamente - ...meu batimento cardíaco está fraco... minhas funções motoras não funcionam..."
O corpo de Scully desliza entre os braços de Mulder, em direção ao chão.
Mulder a ampara e a coloca cuidadosamente deitada no
piso do corredor.
"- Sinto um gosto estranho na garganta..." - ela continua, em voz débil.
"- Deve ser choque anafilático." - ele deduz.
"- Não sou alérgica..." - murmura, sem forças e virando os olhos, desmaia.
Mulder corre através do corredor para chegar ao
apartamento e ligar para uma emergência.
X Gossip 1
No set de filmagens, nesta cena do
corredor, aconteceu o seguinte:
Durante a filmagem, o diretor Rob Bowman
falou para Jeanne Wolf,
uma jornalista:
"Eu não posso dizer a você que o que
aconteceu no filme não foi explosivo."
Após o sexto ou sétimo take, ele mandou cortar a
cena do beijo e recomeçar tudo de novo.
Quando recomeçaram a cena, a câmera foi se aproximando mais
e mais, e as linguas
[de Gillian e David]
apareceram. E eles
escorregaram até a
parede. Scully pressionou Mulder
contra a parede.
"- Oh, isso é fabuloso! E pode ficar
melhor!" disse o diretor.
"Porem, tiveram que recomeçar, porque o câmera errou a cena, não filmou
direito". disse
Bowman.
De acordo com o David Duchovny, ele e a Gillian acharam a cena engraçada.
"Eles nunca escreveram sobre o beijo. - comentou David - Nós nos beijamos pela nossa própria
vontade."
O David disse que adorou fazer essa cena e que a Gillian
rasgou a camiseta dele.
E conta que foi nessa hora que o Diretor
cortou a cena e falou: "Mas que diabo!"
Um reporter perguntou a
David: "É
verdade que cortaram a cena em que vocês
se beijaram?"
"Não, não, não. E por isso,
nós adoramos atuar aquela cena juntos.
Gostamos da relação carnal, você sabe. O beijo atual -
e você sabe - nunca fez parte do filme e nunca cortamos a
cena,
não. Todo o tempo nós a fizemos por brincadeira. Gillian e eu desde
o começo nos
divertimos e eu
disse: "Vamos
fazer, vamos fazer mesmo! Eu te pressiono
contra a parede aqui". Só que nunca, em nenhuma vez estávamos
no ponto da câmera,
por isso não fez parte do filme."
X Gossip 2
O mesmo repórter perguntou à Gillian:" "O que foi aquela cena para você?"
"Foi realmente muito perto. não foi? E penso, foram milímetros, talvez nem isso. Foi muito,
muito quente e muito bom,
ótimo! E na hora
H, eu tive que desviar o rosto por causa da picada da abelha. Por isso, eu
adoro filmar esse tipo de cena
quantas vezes for preciso,
porque são as cenas em que nos tocamos que realmente
chamam a atenção do público."
"Sequência Erótica - Gillian Anderson e David Duchovny,
os Agentes Dana
Scully e Fox Mulder foi filmada durante
a
realização de Arquivo-X - Resista ao Futuro - o filme" -
segundo uma reportagem do tabloide sensacionalista
britânico The Sun.
"Eu pulei em David - disse Anderson, em
entrevista ao jornal - ataquei Mulder física e sexualmente, passando a língua e
as mãos
por todo o seu corpo, como se não conseguisse resistir
por nem mais um minuto sequer." -
afirmou.
A cena teria sido filmada de brincadeira, como uma
versão privada do momento de mais intimidade do casal no filmem, em que um
beijo é insinuado, mas termina apenas em abraço.
Segundo o depoimento de Gillian
Anderson, a única cópia dessa versão alternativa estaria com Chris Carter, o
criador de Arquivo-X,
e nunca será exibida ao público.
"I'll never let them
my x-rated Sex with Mulder - says Gillian Anderson ( nunca deixarei eles mostrarem meu sexo censurado com
Mulder, diz Gillian
Anderson), é inclusive, o título
da reportagem do The Sun.
Um foto de Gillian Anderson
em pose sexy, com um decote profundo e uma reveladora fenda central na saia, é
a principal
imagem, ilustrando a reportagem.
As declarações de Gillian
Anderson estão publicadas no tablóide, como um depoimento corrido, em primeira
mão.
Cena 6
Mulder descobre, finalmente, o paradeiro de Scully, que havia sido levada para lugar
desconhecido. E após uma grande busca
por informações,
sabe através de informantes que ela fôra
levada para a Antartica.
Scully está em uma enorme cabine congelada, a qual forma um
grande bloco de gelo, onde ela
encontra-se presa, no interior de
uma nave alienígena.
Mulder, com um extintor, quebra o enorme bloco de gelo.
O gelo despedaça-se e a água correndo dali ajuda a
carregar os pedaços de gelo quebrado que cobria Scully.
Rapidamente Mulder arranca de Scully os tubos que a prendem, injeta-lhe uma substância anti-virus
que havia recebido do
Homem das Unhas Bem Feitas, para livrá-la dos efeitos causados
pela picada da abelha.
Imediatamente Scully dá sinal de vida, tomando um pequeno
susto.
Ela está com um enorme tubo na boca, ainda.
Mulder o retira de sua boca, com cuidado.
"Scully ! Scully!"
- chama.
Toda a substância sai pelo tubo arrancado.
"- Respire. Consegue respirar?" - pergunta,
ansioso.
"- Frio..." - ela balbucia, em voz sumida.
"- Vou tirá-la daí!" - ele diz e quebra mais o enorme bloco
de gelo que a envolve.
Todo aquele grande local será destruido
por uma explosão. E Mulder sabe disso.
Toma Scully nos braços. Está despida.
Coloca-a, cuidadosamente
fora da cabine de gelo, abraçando-a Deita-a,
colocando-lhe
roupas e carrega-a no colo através do imenso lugar congelado.
Alarmes e sirenes estão soando, avisando do perigo da explosão
iminente.
Mulder continua carregando Scully, subindo os inúmeros degraus.
Ela tosse. Ele
a impele a subir os degraus,
com muita dificuldade.
Scully, sem forças para prosseguir, deixa-se jogar ao chão.
"- Temos que continuar! Vamos!" - ele fala.
"- Não posso..." - diz ela, debilmente.
"- Consegue!" - insiste.
Mulder coloca-a em suas costas e continua prendendo-a
contra seu corpo.
"- Scully agarre-se ao respiradouro! - pede,
agitado - Scully,
agarre-se ao respiradouro!!" -
repete, gritando.
Olha-a em suas costas.
Ela está desmaiada.
Os seres alienígenas liberando-se dos blocos de gelo, estão quase se
soltando, dispostos a atacar os dois que
tentam fugir dali,
o quanto antes.
Mulder coloca Scully no chão e faz-lhe respiração
artificial, boca
a boca.
"- Respire! Respire!" - pede,
angustiado.
Scully faz um esforço, despertando do desmaio.
Tosse forte.
"- Respire!" - pede,
nervosamente Mulder, novamente.
Afaga-lhe os cabelos, ansioso.
Scully parece querer falar. Move os lábios.
Mulder chega mais perto para ouvi-la.
"- Eu enganei você..." - ela diz e sorri,
sem forças.
Nota
Nesta filmagem, soubemos pelas palavras do David Duchovny: "No script não estava escrito um beijo,
mas eu usei a
oportunidade e encostei
minha língua na da Gillian."
Nesta cena, é muito difícil de ver, mas se você,
leitor, olhar bem de perto,
"poderá ver que o Davi coloca a língua na boca da
Gillian. Ele disse em
uma entrevista que ele "escorregou um pouquinho a
língua em direção à boca da Gillian".
Mulder sorri, apenas. Está apavorado com o iminente ataque dos seres
alienígenas, que aproximam-se cada vez
mais deles,
agora, pois um deles
já livrara-se do bloco de gelo.
"- Depressa, Scully! Vamos!"
Agarram-se ambos ao grande tubo do respiradouro.
A perna de Mulder é agarrada por um dos monstros.
"- Continue, Scully! - grita,
e conseguindo desvencilhar-se,
segue-a através do tubo - Vai conseguir. Continue!" - incentiva-a
a adquirir mais forças para sair do grande tubo do
respiradouro.
Eles gemem enquanto se arrastam através do tubo, a fim de alcançarem
o outro lado.
Estão, finalmente, do lado de fora, agora.
Mulder agarra-a em seus braços, enquanto vê toda a imensa camada de
gelo do chão mover-se.
Eles caem abraçados por uma altura de vários metros, em um buraco
profundo no gelo, o qual fôra formado pela imensa nave
que se está erguendo em direção ao espaço.
Mulder aprecia extasiado, o movimento da imensa
nave.
"- Scully! -
chama-a - Você precisa ver isto!" - fala,
deslumbrado, para que ela também
testemunhe o inédito acontecimento.
Scully, porem,
está com o rosto voltado para a neve do chão e somente tem forças para
vê-lo a sorrir.
Mulder, então,
vencido pelo cansaço e a emoção do que vira, fecha os olhos e desmaia.
Scully, a partir de então, adquire novas forças para protegê-lo em seus
frágeis braços.
Consegue sentar-se, agarra-se a Mulder com grande
esforço, afagando-lhe com a boca seus
cabelos. Segura-lhe
a cabeça e o
agasalha com seu próprio corpo, com todo amor e ternura.
Cena 7
Após a audiência no FBI, Scully vai encontrar Mulder do lado de
fora, sentado num banco, lendo jornal.
Ele mostra-lhe uma notícia publicada.
"- Há um artigo interessante sobre ficção na
página 24. Misteriosamente
omitem nossos nomes. Estão encobrindo a
história,
Scully. Vão
cavar um buraco e enterrar tudo." -
fala, aborrecido.
"- Contei tudo o que sei na audiência; o virus, a transmissão
por abelhas e semeaduras transgênicas..." - ela explica.
"- Perdeu tempo. Nunca acreditarão. - ele retruca nervoso, levantando-se
- A menos que o seu relato seja
facilmente categorizado."
Mulder caminha e Scully o segue.
"- Vamos ao alto escalão, Mulder!" - sugere.
"- Não! -
olha-a convicto - Quantas
vezes estivemos na mesma situação?
Tão perto da verdade? E depois de
tudo que vimos,
voltaremos ao início sem nada,
Scully!"
"- Agora é diferente."
"- Não é! Tinha razão em desistir, Scully.
Deveria ficar o mais longe possivel de
mim. Não quero que morra devido a minha
busca pessoal. Vá
ser médica. Seja médica enquanto pode!"
Scully volta os olhos azuis, fitando-o, fixamente:
"- Não posso. Não vou. Serei médica,
mas meu trabalho é com você! O virus que me contaminou,
seja lá o que for, tem cura,
Mulder! Você a
teve em suas mãos! Quantas vidas podemos
salvar?"
Há uma longa pausa.
Somente um olhar terno é trocado pelos dois, neste instante.
Scully toma a mão de Mulder, para falar:
"- Escute... se eu desistir agora, eles vencem!"
Esta é a frase que Mulder havia citado, quando Scully queria
desistir de tudo.
Ele a fita nos olhos, nos lábios, com amor e compreensão.
Saem, caminhando de mãos dadas.